sábado, 27 de agosto de 2016

Dia 33 - Um tijolo de cada vez

Trabalhando ontem à noite, recebi uma ligação. Sempre penso que vai ser alguém falando em inglês e que não vou conseguir entender, mas das últimas dez ligações que recebi aqui, 11 eram do Brunão, meu flatmate. Dessa vez não foi diferente.

"Vitor, rapidinho. Quer trabalhar amanhã? Duas horinhas". Antes que ele terminasse, aceitei, tava areando a panela concentradão, não quis perder o foco. "Beleza, depois te explico então".

O trabalho era na casa da Katie. Ela colocou em algum grupo no Facebook que precisava de alguém para remover os tijolos do quintal da casa dela e colocar em uma caçamba. O Bruno logo pensou em mim. Seria fácil, não fosse o fato de eu ter que ir sozinho e pelo menos conseguir conversar o básico com a moça.

O Brunão quis me levar, não quis e lá fui eu caminhando vinte minutos até Balgowlah, um bairro aqui perto. O caminho até o local do job já valeu a pena. É uma casa mais bonita que a outra, e esse bairro por ser mais alto que o nosso (Fairlight) tinha uma vista ainda mais privilegiada da praia de Manly.

Pausa pra foto 
Cheguei às 8:45 am, quinze minutos antes do combinado e fui recepcionado pelo marido da Katie, sujeito do qual eu esqueci o nome ou sequer entendi o nome. Tanto faz agora. O que lembro é que consegui me fazer entender. Meu script estava decorado e até conversei com o casal, os filhinhos e até com o cachorro.

Olhando não pareciam ser tantos tijolos, mas quando se tem apenas uma sacola para removê-los, eles aparentavam se multiplicar. Numa rápida conta, cheguei em um número: 800 tijolos. Vamos lá, um por um, nada de pressa. Deu 10:00, 10:30 am, tudo ia bem, quando o vizinho resolve querer conversar.

Essa não tava no script e não entendi muito bem o que ele disse. A Katie logo apareceu e aproveitei a brecha para dizer que a caçamba parecia estar cheia. Ufa, estava cheia mesmo. Ela disse que eu não precisava continuar e que estava ótimo. Pelas minhas contas ainda faltavam uns 100 tijolos. Obrigado e mais 60 doletas pra conta. Ótimo.

Era só o primeiro tempo do dia. Hoje ainda fiz o cleaner da semana com o Bruno e a noite fui pro restaurante. Nesse meio tempo, recebemos a nossa primeira visita em casa. O convidado não poderia ser outro e até que demorou para vir. O Carioca, que nos recebeu e ajudou nos primeiros dias, chegou pro almoço e eu pude retribuir com uma macarronada e uma cerveja. Valeu Joseph, sempre bem-vindo.

Por hoje é isso. Depois dessa maratona, amanhã é folga Brasil.

VOCÊ SABIA...

... que eu pintei o cabelo?

... que aqui praticar esporte é quase uma obrigação?

... que levamos os gringos para comer comida brasileira?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Gostou? Deu risada? Achou ruim? Deixe aqui o seu comentário