sexta-feira, 29 de julho de 2016

Dia 3 - Sydney

Eu e o boné da discórdia
Chegaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaamos! Catorze horas depois estamos em Sydney. Antes disso preciso falar que liguei o modo turista e comprei um bonezinho do Chile no aeroporto. A Dani brigou comigo pra variar, disse que sou um louco andando com souvenir, que gastei dinheiro... Também te amo, amor.

Voltando pra Sydney, pegamos a fila da imigração e quando faltavam duas pessoas para a nossa vez descobrimos que não tínhamos preenchido todo o documento. Era tudo que a policial queria. Primeiro boas-vindas foi daquele jeito. Fui tentar falar e saiu em português. Ela, claro, não entendeu caralho nenhum e deu logo uma patada.

Or you speak in English or can not talk. Stay here next to not be late. - disse a mulher, uma loira de cabelo curtinho.

Documento preenchido, passaporte carimbado e agora é só pegar as malas, duas pretas minhas e duas vermelhas da Dani. Primeira preta, primeira vermelha, segunda preta... e nada da segunda vermelha.

Deixa eu ver. Dou a volta na esteira e vejo a mala vermelha, lacinho azul. Ops, dois policiais fazem a guarda da mala esperando o dono, de fato um mafioso, traficante.

Essa mala é minha - vou lá eu em português de novo, já fazendo o movimento de pegar a mala, quando um deles me questiona. Eu entendo e falo que a mala não é minha e já logo aponto pra Dani. Vai que sobra pra mim.

Drugs? Cocaine? Some food? Inglês pra lá e pra cá e fomos pra uma outra esteira, abrimos a mala e nada. O cachorro acusou que havia algo ali, mas pelo jeito deve ter sentido mesmo é o cheiro daquela gostosa da Neguinha, cachorra da Dani.

Vamos lá que o Carioca tá esperando pra buscar a gente.

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