Começo esse blog falando logo de cara do quanto foi difícil dar tchau para a minha mãe. Hoje é dia 26 de julho de 2016 e estou de partida para Sydney, Austrália, ao lado da Dani, minha namorada e futura mãe do João e do Miguel. Inicialmente estamos indo com visto para ficar seis meses, mas já sabemos que o país do canguru costuma ser apaixonante a ponto de fazer os estudantes não quererem voltar mais. Prometi para a dona Tereza que volto, mas também prometi para mim mesmo que, se for possível, isso só acontecerá quando meu inglês estiver tinindo. Afinal é para isso que estamos indo para o outro lado do Mundo.
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| Dona Tete, minha mãe, na hora do tchau! |
O tchau já seria difícil em uma situação normal, mas ganhou roteiro de filme quando meu pai foi diagnosticado com uma grave doença três meses antes da nossa ida. Meu irmão com casamento marcado e eu com tudo engatilhado para viajar. O que fazer? Todos nós queríamos acordar desse pesadelo, mas o que a gente mais temia aconteceu. A viagem que aconteceria no dia 3 de julho acabou sendo adiada, já que no dia 4, dois dias depois do casamento do meu irmão, estávamos chorando.
Contudo este lugar não é para ser ou ficar triste. A saudade claro que existe, mas daqui a pouco estamos juntos novamente. A ideia é que venham passar o fim de ano com a gente, não é? Enquanto isso, vamos em frente com o nosso combinado: você não chora daí e nem eu daqui.
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