sábado, 30 de julho de 2016

Dia 4 - Jet Lag

A pergunta para quem chega é: Ainda está de Jet Lag? É a alteração do ritmo biológico que acontece após a mudança de fuso horário. No fundo, eles querem saber se você tá acordando na madruga com uma fome de dragão. Com a gente não foi assim, não. Mas acordei sem sono às 5h, olhei pro lado e a Dani tava lá do mesmo jeito que eu, fuçando Snapchat, Instagram e jogando Candy Crush.

Hora de levantar da cama e ir atrás de uma casa pra ficar. Aqui não conseguimos nem abrir a mala direito. Bate um desespero, mas um dia de cada vez. 

Nossa escola é em Manly, uma região um pouco mais longe do centro, aqui onde estamos. Fizemos a matrícula lá porque um outro amigo ia nos receber, mas ele acabou mudando de cidade. 

Olha o misturadão aí, gente
Até pensamos em transferir a matrícula para cá, mas isso não durou nem o primeiro dia. Conhecemos as duas unidades e chegamos a conclusão que Manly é muito mais a nossa cara. A City é São Paulo, uma doideira, muita gente andando, pessoas de todas as nacionalidades possíveis. As vezes você até acha que está no Japão. 

Já Manly é um sossego que só. Claro que tem muita gente também, mas você vê que a galera tá muito mais tranquila. Além disso, estamos no inverno e pelos relatos que temos é no verão que a coisa pega por aqui. Decididos a ficar em Manly, iniciamos a busca por um lugar para ficar. Gumtree e Flatmates, dois sites australianos, são os caminhos mais fáceis.

Mas antes disso, uma parada para matar a fome. A escolha é a mais barata possível, comida tailandesa por apenas 7,50 doletas australianas, água de graça e uma delícia. Arroz, ovo, frango, brócolis. Um misturadão muito louco que fisga qualquer brasileiro que curte um arroz e feijão. Não à toa, no silêncio da nossa refeição, só ouvimos o português nas três mesas ao lado. 

Oi, tudo bem? Somos brasileiros e chegamos ontem. Estamos atrás de algum lugar pra ficar. Conhecem alguém que esteja procurando. - pergunta a Dani para três caras brasileiros que comem o mesmo prato que a gente na mesa ao lado. 

Brasileiro é foda, né? Fale o que for, a gente quer se ajudar. Um deles, Rodrigo, já se prontificou, passou o número de outro brasileiro, o Bruno, e lá fomos nós conhecer a casa do Bruno em Fairlight, bairro do ladinho de Manly.

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